Coelhos em casa: uma ideia que vai além da Páscoa.

Espera aí, coelho + Páscoa + ovo + chocolate? Que história é essa?

“Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim? Um ovo, dois ovos, três ovos assim...”. Espera aí, coelho + Páscoa + ovo + chocolate? Que história é essa? Vamos “levantar essa lebre”!

 

Para os cristãos, a Páscoa representa a ressurreição de Jesus Cristo após a sua crucificação. Se a receita pede vida nova, quem seria melhor para simbolizá-la senão o coelho, um ícone pop da fertilidade desde os tempos mais antigos. Na sequência adicione um ovo, outro grande símbolo para nascimento. Pronto! Agora sirva tudo com chocolate para a alegria da criançada. 

 

Foi mais ou menos assim que coelho virou ingrediente para a Páscoa. Mas vamos deixar de discutir o que veio antes, “o ovo ou o coelho”, e vamos nos concentrar nesse bichano de “olhos vermelhos e de pelo branquinho”. Aliás, vamos começar exatamente pelo visual.

 

Coelhos podem ser malhados, lisos, apresentar coloração preta, branca, marrom, cinza, além de uma infinidade de combinações. “O mais popular, branco de olhos vermelhos, nada mais é do que a versão albina da espécie, bastante comum”, esclarece o biólogo Rafael Zanetti, que também acumula a experiência pessoal de ter tido um coelho como pet, o saudoso Alípio.

 

“Quem opta por um coelho como animal de estimação deve estar ciente de que, embora eles geralmente sejam bichos dóceis, de rápida adaptação ao ambiente doméstico e com relativa facilidade no trato, exigem uma série de cuidados. São animais muito legais. Tive a oportunidade de viver bons momentos e aprender muito com o meu”, recorda Rafael.

 

Além de oferecer itens básicos, como alimentação diária (regular e adequada), e ainda um bom local para abrigo (com higiene e conforto), os interessados em ter um coelho em casa devem se preparar para: limpar a gaiola ou espaço destinado ao animal pelo menos uma vez por dia (a urina dos coelhos tem forte odor e pode manchar pisos); escovar pelos no mínimo uma vez por semana (já que os coelhos dispensam banho); e levar o bichano a um veterinário, para vacinação e check-up, ao menos uma vez ao ano. “Coelhos também roem de tudo um pouco, mesmo materiais resistentes. Uma vez fiquei sem internet até descobrir que o cabo de rede estava todo roído”, conta Rafael.

 

Segundo o biólogo, outro aspecto a ser considerado se refere ao comportamento dos coelhos. “Não se pode esperar de um coelho o mesmo nível de sociabilidade e interação que se tem com cães e gatos, por exemplo”, afirma Rafael. “Coelhos geralmente são silenciosos, podem não gostar de colo e tendem a se distanciar ou procurar esconderijo quando notam a presença humana, especialmente de estranhos. Mas isso tudo também depende da personalidade e da criação de cada indivíduo”, ressalta. Por via das dúvidas, não tenha a expectativa de que seu coelho vá buscar a bolinha ou, então, vá se esfregar nas suas pernas enquanto você lava a sua louça.

 

Ainda sobre cães e gatos, Rafael alerta: “quem já possui animais de estimação em casa deve considerar que um coelho talvez não seja bem recebido por eles. Além disso, quando ameaçado, o coelho pode morder quem está o incomodando”, lembra o biólogo.

 

Por falar em mordida, no que diz respeito aos hábitos alimentares, ao contrário do que muitos imaginam, coelhos não comem apenas cenoura. “Eles são mamíferos, alimentando-se do leite materno quando recém-nascidos. E são herbívoros, consumindo folhas, caules, raízes e alguns tipos de grãos. Em casa, o ideal é fornecer ração específica para coelho e complementar a dieta com vegetais, como a cenoura e a couve, mas sempre com orientação de um veterinário”, afirma Rafael. “Também é importante oferecer feno, um alimento imprescindível para a dieta dos coelhos, que ainda costumam utilizá-lo para forrar o local onde dormem”, completa o biólogo.

 

No quesito reprodução, surge a grande prova de que “nesse mato tem coelho”, já que essa bola de pelos fofinha, entre as quatro paredes da toca, toca o terror! Uma coelha pode ter de 3 a 6 ninhadas por ano, gerando de 2 a 10 filhotes em cada. “Como coelhos se reproduzem muito facilmente, quem tiver interesse em criar mais de um indivíduo, sem a intenção de procriá-los, deve deixar machos e fêmeas separados após o amadurecimento sexual [por volta de quatro meses de idade]”, aconselha Rafael. Uma dica importante porque, do contrário, como em um passe de mágica, você poderá se deparar com muito coelho para pouca cartola.

 

Ainda na dúvida se arruma um coelhinho? Pense que, durante a Páscoa, você não vai ter que se preocupar em fazer “patinhas” pela casa até o esconderijo dos ovos de chocolate!

 

E lembre-se sempre: animais não são brinquedos ou produtos descartáveis, então ame, cuide, respeite e preserve!

 

*** 

 

Ronaldo Zanetti é jornalista nas horas pagas e vem tentando ser escritor nas vagas. Formado na Universidade Estadual Paulista – Unesp Bauru em 2006. Funcionário público desde então. Curte viagens, fotografia e esportes. Colaborador do Radar Animal porque se identifica com a preguiça, se acha um gato e gosta de cachorros.


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