Roubo e furto de animais. O que fazer?

Animais de estimação também são vítimas da criminalidade, mas existem meios de prevenção e ações de segurança que podem trazer seu pet de volta.

Pode até não ser comum mas, que ocorre, ocorre. Roubos e furtos de animais domésticos são uma realidade em muitos lugares e nem mesmo nossos pets estão a salvo da criminalidade alheia. Por isso, o Radar Animal resolveu dar dicas para a segurança de seu pet e mostrar como agir em caso em casos como estes.

Na maior parte do Brasil, não há números que possam ilustrar em quantidade os casos de roubos e furtos de animais por cidade. De fato, não seria tarefa simples obter com precisão tais dados mensal ou anualmente. Já é sabido, porém, que a raça do animal determina sua propensão a ser vítima de criminosos, dado seu valor no mercado. A idade também, pois os filhotes são vulneráveis e conquistam possíveis receptores – intencionados ou não - do “material” do furto.

Quem mais costuma fiscalizar e contabilizar crimes, ainda que de forma superficial, são as entidades voluntárias voltadas à causa animal e seus colaboradores. Sua principal ferramenta nos dias de hoje é a internet.

Via rede social, grupos focados na luta contra o abandono e na denúncia de crimes como maus tratos e extravio de animais de estimação se difundem, bem como os próprios usuário individuais donos de pets. No facebook, por exemplo, cartazes digitais com a foto e os dados do animal perdido ou furtado são postadas quase que diariamente. Muitas das postagens dão resultado e o pet é encontrado. Esta já pode ser a primeira dica e está diretamente ligada à próxima: utilize todas as suas ferramentas de comunicação, digitais e físicas. Se possível, informe se foi caso de crime ou simples perda.

 

Observação: Quem perdeu seu animal de estimação pode se cadastrar também aqui no Radar Animal. Na página inicial do site existe a sessão ANIMAIS PERDIDOS. Ali o leitor encontra uma maneira rápida e gratuita de conseguir um forte aliado na procura do pet.

Aliás, como a matemática, a comunicação foi a base do avanço da humanidade e deve ser aplicada mesmo antes da perda do pet. Como? Pela identificação, a mais eficaz ferramenta na opinião dos mais entendidos no assunto e de veterinários e profissionais ligados ao ramo animal. A forma tradicional se dá por meio da coleira, com a placa que destaca os dados do animal junto ao telefone ou endereço do dono. Para um caso de perda simples ela pode bastar.

 

Cachorro roubado e/ou sequestrado

 

Meio moderno

 

Voltando especificamente aos casos comprovados de crime, como falamos acima de tecnologia, frisamos ainda a utilização de meios mais modernos, como os microships. São pequenos (do tamanho de um grão de arroz), antialérgicos e fáceis de encontrar em clínicas veterinárias. Estes equipamentos custam em torno de R$ 100 reais e são aplicados com a ajuda de uma injeção. Em cada microship há um código que especifica os dados do pet e dono, possível, ainda, de ser rastreado.

A aplicação de microships em animais domésticos segue uma determinação que obriga a utilização do equipamento em animais exóticos –protegidos pelo Ibama- ou visados pelos criminosos, como o gado. A obrigatoriedade da utilização em animais domésticos varia em cada cidade. No Brasil, alguns municípios implementaram em forma de Lei e garantem até mesmo a isenção de custo, num sistema que funciona por meio do cadastramentos dos animais junto ao Poder Público Municipal. Procure saber se sua cidade possui este sistema.

 

Assalto, roubo e sequestro de animais.

 

Meio Legal

 

Pelos meios legais, quem teve um animal de estimação roubado ou furtado deve imediatamente registrar um boletim de ocorrência. Tanto junto à Polícia Militar ou à Polícia Civil, o reclamante pode informar o ocorrido e todas as informações ajudarão no trabalho de investigação, similar ao adotado em casos de roubo ou furto de bens. Também similar é a punição. Crime é crime, e ponto final.

Quando o dono do animal de estimação o encontra  em outro lugar, a primeira providência a ser tomada é acionar o 190 da Polícia Militar. Obviamente, quem perdeu o animal terá de provar que aquele em questão é o seu e terá de possuir documentos como a carteirinha de vacinação e até mesmo fotos que comprovem a versão. A partir daí, fica a cargo da Lei.

Contra o dono, o que pesa em delegacias de algumas cidades é o não entendimento policial quanto a importância sentimental que tem o pet. A exemplo, há guarnições que correm atrás de um automóvel roubado, mas não fazem questão de depositar o mesmo empenho para encontrar um cão. Pode parecer exagero, mas não é. Infelizmente, este é um ponto que os órgãos defesa precisam assumir.

Lembre-se sempre que mesmo com toda proteção, seu pet não está livre da maldade que muitos insistem em praticar. Ainda assim, com os pontos que listamos nesta matéria, cada bicho estará ao menos um pouco mais protegido.

 

...

 

Robson Morais é jornalista, com experiência em jornais, revistas e sites de notícias. Atuou em emissora afiliada da TV Record em Rondonópolis, Mato Grosso. Retornou a São Paulo e abraçou a causa animal. 

 


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